Durante o governo FHC foi criado o CPMF, imposto destinado à área de saúde -saúde dos bolsos dos políticos-, que arrecadou R$ 4,5 bilhões desde a vigência em Janeiro de 1997 até a sua revogação. Entretanto não se via o retorno para o "desfinanciado" SUS -Sistema Único de Saúde- e foi então, durante o governo Lula - um dos poucos pontos positivos do governo-, "tirado de cena", pois acabou o descanso já que o presidente do Senado José Sarney afirmou que será posto como prioridade a votação do retorno do CPMF para o próximo ano.
Porém não vamos esquecer que um dos pontos abordados pela presidente eleita durante a sua campanha foi a reforma tributária - essa seria uma reforma, no entanto seria prejudicial à população - e que ela realmente aconteça, para que possamos pelo menos ab-rogar alguns impostos, para poder aliviar a carga tributária, que é a maior do mundo apesar de não termos retorno.
Muito se critica o governo FHC, que privatizou a telefonia, vale e outras empresas, entretanto pouco se comentou sobre a privatização das estradas durante o governo Lula, que é, sinceramente, uma VERGONHA, assim que as obras estiverem concluídas, os capixabas que quiserem visitar o Rio precisará de pagar em média R$30,00. A terceira ponte já foi paga a alguns anos, mas ainda continuam a cobrar pedágio para a travessia, talvez com a reforma do porto hidroviário que liga Vitória a Vila Velha tenhamos, quem sabe uma redução do preço. Entretanto não culpo, de maneira alguma, os políticos que estão por trás dessa sujeira para arrecadar dinheiro a culpa é unicamente da população que não se interessa por esses assuntos -na verdade não têm tempo, estão vendo novela- e enquanto isso continuar sofreremos com as altas cargas tributárias.
Em um desses dias quando estava saindo de casa passei pela sala e vi uma matéria interessante sobre o povo argentino, e percebi a diferença que faz a construção da cultura de um país. Podemos ser melhor no futebol -como se fosse grande coisa-, porém eles têm um povo que se interessa pela política, um povo que se interessa por cultura -não por funk- e sente a emoção e o orgulho de ser argentino. A alguns meses atrás assisti uma outra reportagem, que a princípio me pareceu idiota, mas reforçou aquilo que eu sabia do patriotismo do brasileiro, foi posto em uma praça movimentada um microfone e seria dado um prêmio a aquele que conseguisse cantar o hino nacional brasileiro, e o mais surpreendente é que a pessoa que chegou mais perto do prêmio foi um Português que vive no Brasil e se considera brasileiro, pare este eu tiro o chapéu, pois apesar de não ser brasileiro nato mostrou-se mais patrióta do que 90% -até mais- da nossa população. Mas se você pedir para qualquer um cantar o hino do seu time, eu lhes garanto que não haverá uma sequer falha. Brasil o país do futebol. E só isso.
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